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Ponto de virada no campeonato? Hamilton supera punições que somadas o tiraram 25 posições no grid

Depois de uma viagem no mínimo turbulenta do México ao Brasil, a semana já havia começado agitada. Dois aviões cargueiros da DHL atrasaram no aeroporto de Miami e só desembarcaram em São Paulo na quinta de tarde, o que deixou 3 equipes sem carros e quase todas sem motores. A Haas, além disso estava até sem as caixas de ferramentas, o que atrasou bastante nas montagens.

Na quinta-feira também tivemos as entrevistas coletivas, aonde foi dada a informação de que Lewis Hamilton iria trocar seu motor de combustão interna (ICE) para o GP de São Paulo e, consequentemente, perderia 5 posições no grid da corrida de domingo.

No dia seguinte, sexta-feira, o tempo se apresentava frio, chuvoso e com muito vento, o que vinha a ser sinônimo de vantagem para a Mercedes, que apreciam mais essas condições para manter a janela de boa temperatura dos pneus com mais facilidade. Já no primeiro treino livre, foi possível ver essa vantagem, com Hamilton liderando a tabela com quase 0.4s à frente de Max Verstappen. Por outro lado, a McLaren, que disputa o P3 nos construtores, teve um desempenho ruim, com seus carros em P15 (Norris) e P19 (Ricciardo). A adversária Ferrari teve um treino de acordo com o esperado, terminando em P6 (Sainz) e P7 (Leclerc). Alpine mostrou bons resultados com P8 (Ocon) e P9 (Alonso).

O Q1 começou com a atuação inesperada de Nicholas Latifi, que, pela primeira vez na carreira, fez uma volta melhor que a de George Russell, seu companheiro de equipe, e também de Antonio Giovinazzi, que o colocou em P7. Já Lance Stroll decepcionou com apenas um P16. O Q2 aconteceu sem muitas surpresas, mas o Q3 trouxe a bela atuação de Pierre Gasly (P5) e de Lewis, que foi o mais rápido. A McLaren pareceu ter superado os problemas do treino livre e finalizou em P8 (Lando) e P9 (Daniel). Depois do Qualifying, a FIA declarou que estava investigando tanto Hamilton quanto Max, o primeiro pelo DRS abrir mais que 85mm (máximo permitido no regulamento) e o segundo por encostar na asa traseira da Mercedes nº 44 (contra as regras de Parc Fermé).

O sábado começou ensolarado, mas com vento e foi esfriando com o passar do tempo. O segundo treino livre foi marcado pelos testes do ritmo de corrida: Alpine marcou o 1º e o 4º tempos, Hamilton ficou em 5º e Verstappen em 2º. Giovinazzi marcou um impressionante P7, a frente das Ferraris de Carlos (P8) e Charles (P9) e das McLarens, que decepcionaram mais uma vez, em P12 e P13 com Norris e Ricciardo, respectivamente. Gasly também teve um treino difícil, finalizando em P14.

Aproximadamente 45 minutos depois do fim do treino foram anunciados os resultados das investigações de Max e Lewis. O holandês da Red Bull foi multado em 50 mil euros e o britânico foi desclassificado do qualifying de sexta pela irregularidade. A Mercedes decidiu não apelar da decisão, afirmando que “querem vencer esses campeonatos na pista”.

O Sprint Qualifying teve uma largada animada com show do Bottas, que tomou a ponta e um erro de Max na curva 4, que o custou o P2, que caiu no colo do espanhol da Ferrari. Lewis ultrapassou 4 carros somente na primeira volta. Na volta 8, já estava em P11, e 10 voltas depois era P7. Lando Norris realizou uma linda ultrapassagem em Charles Leclerc na volta 9, mas na volta 24 foi superado por Hamilton, que terminou a corrida em P5, melhorando 15 posições em apenas 24 voltas. Valtteri venceu, Max ficou em 2º e Carlos em 3º.

Domingo foi marcado pelo tempo de calor e sol, e a promessa de uma ótima corrida apenas esquentava mais o caldeirão lotado de Interlagos, que bateu o recorde de público, com cerca de 181 mil pessoas presentes durante todo o final de semana. Lewis largou de 10º e mais uma vez passou 4 carros na largada. Max melhorou sua posição para P1, e uma disputa entre Carlos e Lando resultou em um pneu furado para o britânico. Na volta 5, Lewis já estava em 3º com praticamente 5s de desvantagem em relação a Verstappen. Chegando na volta 42, depois do segundo pit-stop dos dois desafiantes ao campeonato, a distância era de apenas 0.7, o que permitia a abertura da asa móvel. 6 voltas depois, o holandês empurrou Hamilton para fora da pista na curva 4, e, com mais 5 voltas, os comissários decidiram que não era necessário conduzir uma investigação, mesmo não tendo a gravação da câmera onboard de Verstappen. Na volta 59 Lewis ultrapassou Max e abriu uma distância de 10.4s. O P3 foi Valtteri aproximadamente 3s atrás do holandês.

Após receber a bandeirada Hamilton pediu a bandeira brasileira a um fiscal de pista e repetiu o gesto que seu ídolo, Ayrton Senna, havia realizado 30 anos atrás. Ele foi para o pódio abraçado na bandeira e levou seu engenheiro Leonardo da Silva que é brasileiro, em um momento que certamente entrou para a história do automobilismo.

Hamilton

O campeonato permanece por ser decidido nas próximas corridas, tendo 14 pontos entre Max e Lewis. Lando Norris está a apenas 3 pontos de ser alcançado por Charles Leclerc, enquanto a Ferrari abre 31,5 pontos da McLaren. Além disso, Alpine e Alpha Tauri permanecem empatadas na disputa de construtores. Tivemos também Toto Wolff, chefe da Mercedes, afirmando que era o fim da diplomacia, em relação a Red Bull e a FIA.

Nesta terça-feira pós GP, a câmera onboard de Verstappen na volta 48 foi liberada e cerca de 3h depois, a Mercedes afirmou que pedirá revisão da decisão mediante apresentação de novas evidências aos comissários. Caso a reclamação seja aceita, especula-se que Max pode receber uma punição de 5s adicionados ao seu tempo total de corrida, o que o deixaria em 3º lugar, com 3 pontos a menos, diminuindo para 11 a diferença no campeonato de pilotos.

Stella Cadar

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