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Fim da ansiedade: brasileiros voltam para as pistas na Fórmula E

A dias do início da temporada da F.E muitas mudanças foram previstas e as expectativas começam a ser reveladas pelos pilotos brasileiros na categoria. A Fórmula E é uma categoria totalmente elétrica de monopostos iniciada em 2014 e promovida a campeonato mundial em 2021. O Brasil possui dois representantes em sua 8ª temporada: Lucas Di Grassi e Sergio Sette Câmara.

brasileiros
Creditos da foto: @Spacesuitmedia

O campeonato que se inicia no último final de semana de janeiro vem recheado de novidades, a começar por novos traçados em Jacarta (indonésia), Vancouver (Canadá) e Seul (Coréia do Sul). Além disso, há a saída das equipes Audi (que passa a somente fornecer o trem de força para o time da Envision Racing) e BMW (que se torna Andretti Autosport). Ainda sobre equipes, 2021-22 será a última temporada da Mercedes EQ, campeã do último ano.
As atualizações no carro se limitam a software e a um acréscimo de 10% de potência nos motores, que passam a ter 220 kW, mas trazem uma preocupação para as equipes em relação ao tempo e ao consumo da bateria. As novidades dos carros são poucas, pois esse ano é o último dos carros Geração 2 e as mudanças para o próximo campeonato serão muito significativas, obrigando as equipes a viverem uma “temporada dupla”, dividindo esforços entre ter o melhor resultado este ano e desenvolver um grande projeto para a próxima temporada.

A maior mudança chega no formato da classificação que anteriormente era a divisão em 4 grupos baseados na pontuação do campeonato e os 6 melhores evoluíam para a Superpole para disputarem a 1ª colocação. O novo modelo trará os carros divididos em duas chaves (baseado em posições pares e ímpares no campeonato) e os 4 primeiros de cada grupo passam para uma disputa estilo mata-mata até chegar no pole position. O piloto Lucas Di Grassi comentou que acredita que esse novo formato é “mais justo” e que o “anterior penalizava demais quem estava na frente na pontuação”.

Di Grassi competiu na F1 em 2010, está desde 2014 na F.E. e foi campeão na temporada 2016-17 pela Audi, equipe que defendeu por 7 anos, até o fim de 2021. 2022 se inicia com a mudança do piloto para a equipe Venturi, que foi vice-campeã na última temporada e traz a expectativa de brigar por pódios, vitórias e, consequentemente, o campeonato.
O brasileiro possui 12 vitórias na categoria, sendo as 2 últimas na temporada anterior, em Puebla (México) e Berlim (Alemanha). No campeonato de 2021 terminou na 7ª colocação e faturou também um pódio em Nova York.
A nova equipe irá forçar Lucas a se adaptar a diversas novas coisas, como o trem de força Mercedes e ao novo companheiro Edoardo Mortara. O suíço tem o respeito de Di Grassi que declarou que ter um companheiro forte é um “mundo ideal” por isso fazê-lo trabalhar e focar cada vez mais além de afirmar que acredita que eles vão se ajudar muito durante o ano.

Sem grandes expectativas

O outro brasileiro, Sérgio Sette Câmara, tem expectativas menos esperançosas para a temporada. Segundo ele, como os carros são muito similares aos da temporada 7, é difícil esperar por algo muito expressivo vindo da Dragon Penske. A equipe foi penúltima colocada no último ano e o mineiro pontuou apenas em 2 ocasiões (Diriyah e Londres). Sérgio disse que espera pontuar em 6 ou 8 corridas, mas acredita que estarão constantemente próximos aos 10 primeiros colocados.
A novidade para ele será o companheiro de equipe, que passa a ser Antonio Giovinazzi, italiano recém-saído da F1. Sette Câmara afirma que acredita que será uma relação harmônica e unida em prol do time, dividindo informações e trabalhando juntos, inclusive brincando que uma briga interna só faria sentido se eles estivessem na melhor equipe do grid.
Os dois brasileiros se mostraram animados para o desenvolvimento do carro de 2023. Di Grassi revelou que a equipe Venturi estará dividida em duas frentes com diferentes focos: uma liderada pelo ex-piloto Jérôme D’Ambrósio para 2022 e a outra pela CEO Susie Wolff para 2023 e que, para ele será uma diversão, considerando que ele gosta muito de tecnologia. Sette Câmara afirma que será uma experiência nova participar da criação de um novo carro “do 0”, mas que ele acredita que será algo bom para a sua carreira.
Diante de tudo isso, a temporada promete ser emocionante e sem precedentes, podendo inclusive nos proporcionar um brasileiro na disputa pelo lugar mais alto do pódio. Todas as corridas do ano serão transmitidas no Brasil pela TV Cultura e pelo SporTV e os horários das etapas sempre estão disponíveis nas redes sociais dos pilotos. Para apoiar ainda mais nossos conterrâneos é importante votar no FanBoost pelo site oficial da Fórmula E (https://fanboost.fiaformulae.com), para que eles tenham 5 segundos de potência extra durante as corridas, o que pode ser decisivo para ultrapassagens ou grandes defesas.

Todas as equipes já estão na Arábia Saudita e a primeira atividade de pista será nesta quinta-feira com a primeira sessão de treinos livres. Na sexta e no sábado o cronograma será o mesmo composto por uma sessão de treinos seguida pela classificação e o E-Prix.



Stella Cadar

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